Campanha Eleitoral X Internet.

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Esse é um ano de eleição e o Tribunal Superior Eleitoral desde fevereiro baixou duas resoluções estabelecendo limites para a campanha eleitoral feita pela rede. Elas proíbem os candidatos de fazerem campanha em blogs, comunidades fora da página oficial, sites de relacionamento e pedir doações on-line. A idéia é controlar a propaganda política pela internet.

Esse controle na verdade é impossível, pois milhões de pessoas podem fazer isso sem que o candidato saiba, tendo este que provar no Ministério Público que pelo menos ele fez esforços para tirar a comunidade ou site do ar.

Já nos Estados Unidos a internet é um poderoso recurso eleitoral, por sinal lá o senador Barack Obama tem muita vantagem na rede sobre Hillary Clinton. Obama tem cerca 700 mil amigos no site Facebook (tipo orkut) e outros 500 mil no Black Space (rede só de negros), esse internautas interagem entre si fortalecendo a campanha de Obama o que foi fundamental para sua liderança na campanha. Em fevereiro, o site oficial de obama arrecadou U$$ 35 milhões de doações !!!. A campanha de Hillary não é tão centrada na net, ela tem poucos amigos na rede, porém consegue doações também.

No Brasil o uso da rede em campanhas nem se compara aos E.U.A, é baixo, mas é inevitável que haverá crescimento, pois hoje no Brasil são vendidos mais computadores do que televisores, segundo IBGE, cerca de 49 milhões de pessoas acessam a internet. Algum políticos já disseram que irão entrar na justiça para derrubar essas resoluções, como por exemplo Fernando Gabeira (PV-RJ) que é candidato à prefeitura do Rio de janeiro, ele já tem 2872 membros na sua comunidade no orkut. Duda Mendonça, responsável pela campanha do presidente Lula, lançou semana passada um blog para falar sobre política com um olhar publicitário. Outros políticos possuem vários vídeos site Youtube. Nestes casos o que fazer? Creio que é muito complicado, na verdade impossível fazer tal controle no mundo virtual, a tendência é futuramente os panfletos serem substituídos pela propaganda on-line. O Ministério Público que se “segure”, pois terá muito trabalho pela frente caso essas resoluções não sejam modificadas.

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