Mosquitoeira: contra a dengue!

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A “mosquiteca” (mosquitoeira) foi inventada por um professor da UFRJ - Maulori Cabral - em parceria com biólogos da Fiocruz. Foi testada por eles e realmente funciona.

É muito simples sua construção.

1. Pegue uma garrafa PET de 1,5 litros ou mais.
2. Corte a parte superior para fazer uma espécie de funil.

3. Corte cerca de 10 cm da Pet, parte da base da garrafa.

4. Lixe a parte interna do pedaço similar a um funil, (pode ser utilizada uma lixa para madeira granulação 60, 100 0u 120. O objetivo é deixar a superfície interna bem áspera em toda a sua extensão.

5. Utilizando o “anel“ parte da tampa da própria garrafa, faça um fechamento com um pedacinho de tela dobrado, (não serve o tule de véu de noiva, pois o buraco é grande o suficiente para que o mosquito passe).

6. Coloque cinco grãos de arroz, ou de alpiste amassados, ou ainda ração para gatos dento da parte inferior da garrafa Pet.

7. Sele as duas partes com fita isolante.

8. Está pronta a armadilha para a fêmea do mosquito transmissor da dengue.

9. Encha com água limpa até cerca de 3 cm da borda do funil. Complete a água à medida que a mesma for evaporando

10. Coloque a armadilha no quintal ou onde ficam os mosquitos. É necessário ser um local sombreado, a fêmeas do mosquito não gostam de sol.

11. A fêmea do mosquito, verfica onde está havendo evaporação da água para colocar os seus ovos.

12. Porque é necessário lixar o “funil”?

A superfície fica corrugada e com isso a água sobe por capilaridade, aumentando a taxa de evaporação atraindo mais facilmente a fêmea do mosquito “Aedes Aegypti”.

13. Porque é necessário colocar os grãos de arroz ou alpiste amassados?

A fêmea só põe ovos onde ela identifica que a água possui alimento para as larvas. Até “os mosquitos” têm instinto materno.

14. Os ovos descerão pelos buracos da tela e ficarão na parte inferior do recipiente a tela, serve de elemento de ligação entre as duas partes e não permite que as larvas passem para a parte superior do recipiente. A presença da barreira de tela é muito importante, se ela estiver rasgada/destruída ao invés de um armadilha para o mosquito você estará fornecendo um criatório para o mesmo.

15. Periodicamente esvazie a parte inferior e mate as larvas com cloro. Verifique se está tudo OK com a tela e encha novamente a armadilha com água. Verifique a sua armadilha todos os dias.

16. O mosquito adulto vive de 30 a 35 dias, e as fêmeas põem ovos de quatro a seis vezes, nesse período. Em cada vez, ela põe cerca de 100 ovos, sempre em locais com água limpa e parada. Se não encontra recipientes apropriados para depositar seus ovos, a fêmea pode voar distâncias de até três quilômetros até localizar um ponto que considere ideal. A temporada de chuva, complica as coisas: um ovo de aedes aegypti pode sobreviver até 450 dias – um ano e dois meses – mesmo que o local em que ele foi depositado fique seco. Se esse local receber água novamente (quando há uma chuvarada, por exemplo), o ovo volta a ficar ativo, podendo se transformar em larva e depois em pupa, e atinge a fase adulta num prazo curtíssimo: de dois a três dias.

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Epidemia de Dengue

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Pessoal,

Estamos acompanhando estarrecidos o surto de dengue que assola o Rio de Janeiro. Para se ter uma idéia da gravidade, desde janeiro foram registrados 57 mil casos de dengue nos municípios do Rio, é mais do que todo o ano de 2007! 67 pessoas morreram no Estado e 50 moradores são infectados a cada hora!!!

Eu particularmente não concordo com o pensamento de que a culpa é da população como algumas autoridades acham, e nem que a culpa é apenas das autoridades, como uma grande parcela da população pensa. Eu acho que a culpa é de todos, pois tenho minhas dúvidas se cada cidadão estava fazendo o seu papel no combate à dengue.

Os índices de contaminação são superiores àqueles considerados aceitáveis pela Organização Mundial de Saúde e a epidemia se alastra a passos largos. A ausência de organização e planejamento por parte do SUS cominou no desastre atual. Este surto deixou bem claro algo que todos nós sabíamos e que foi necessário uma epidemia para escancarar: a precariedade do atendimento à saúde. O SUS não está dando conta dos inúmeros casos evidenciados da doença. O governo entrou com uma ação onde a rede particular tem que dar assistência aos necessitados, caso não haja vaga na rede pública. Os hospitais militares também estão dando suporte, não há pediatras suficientes (a maioria das mortes é de crianças) e o estado está trazendo profissionais de outros estados. A situação no Rio só está piorando, hoje foi noticiado que os leitos na rede pública estão esgotados devido à doença, postos de saúde estão operando por 24 hs e não estão sendo suficiente, os hospitais das forças armadas também não estão dando conta do contingente de pessoas com suspeita da doença, pais não encontram mais repelentes para seus filhos, pois as vendas esgotaram-se. A saúde pública , não só lá, mas em todo o país está o caos!!! Às vezes me questiono… se no Brasil existissem desastres naturais catastróficos tipo: vulcão, tornado… estaríamos f******!!!

A minha realidade, em Salvador, é bem diferente da do Rio, pois aqui existem alguns casos da doença, mas não a epidemia que se estabeleceu no estado carioca. Porém, vale-se lembrar que lá no Rio começou exatamente assim: alguns poucos casos registrados, até que esse número foi se alastrando até chegar a triste realidade atual.

Então venho através deste post chamar a atenção do público, não só baiano, mas de todo Brasil, sobre este problema. Não temos que esperar apenas que as autoridades competentes façam a sua parte, pois as atitudes delas não valem de nada caso não façamos também a nossa. Apesar de todo mundo achar que já sabe o suficiente sobre o tema, venho, através deste blog, tentar ajudar de alguma forma nesta luta, compartilhando informações sobre o tema e fazendo com que vocês reflitam sobre o seu real papel neste combate :)

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A dengue é endêmica no sudeste asiático e tem originado epidemias em várias partes da região tropical, em intervalos de 10 a 40 anos. Uma pandemia teve início na década dos anos 50 no sudeste asiático e, nos últimos 15 anos, vem se intensificando e se propagando pelos países tropicais do sul do Pacífico, África Oriental, ilhas do Caribe e América Latina.

A dengue é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus da família Flaviridae e é transmitida através do mosquito Aedes aegypti, também infectado pelo vírus. Atualmente, a dengue é considerada um dos principais problemas de saúde pública de todo o mundo.

O vírus da dengue pode se apresentar de quatro formas diferentes, tipo 1, 2, 3 e 4, que vai desde a forma inaparente, em que apesar da pessoa está com a doença não há sintomas, até quadros de hemorragia, que podem levar o doente ao choque e ao óbito. A epidemia no Rio está sendo provocada pelo tipo 2, um dos mais agressivos.

Infecção Inaparente
A pessoa está infectada pelo vírus, mas não apresenta nenhum sintoma.

Dengue Clássica
Geralmente, inicia de uma hora para outra e dura entre 5 a 7 dias. A pessoa infectada tem febre alta (39° a 40°C), dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjôos, vômitos, manchas vermelhas na pele, dor abdominal (principalmente em crianças), diminuição das plaquetas do sangue, entre outros sintomas. Os sintomas da Dengue Clássica duram até uma semana. Após este período, a pessoa pode continuar sentindo cansaço e indisposição.

O que fazer: procurar atendimento médico, receber hidratação, tomar analgésico à base de acetaminofen.

Dengue Hemorrágica
Inicialmente se assemelha à Dengue Clássica, mas, após o terceiro ou quarto dia de evolução da doença, surgem hemorragias em virtude do sangramento de pequenos vasos na pelo e nos órgãos internos. A Dengue Hemorrágica pode provocar hemorragias nasais, gengivais, urinárias, gastrointestinais ou uterinas.

Na Dengue Hemorrágica, assim que os sintomas de febre acabam a pressão arterial do doente cai, o que pode gerar tontura, queda e choque. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.

O que fazer: procurar internação, receber soro na veia, receber transfusão de sangue.

Síndrome de Choque da Dengue
A pessoa acometida pela doença apresenta um pulso quase imperceptível, inquietação, palidez e perda de consciência. Neste tipo de apresentação da doença, há registros de várias complicações, como alterações neurológicas, problemas cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, hemorragia digestiva e derrame pleural.
Entre as principais manifestações neurológicas, destacam-se: delírio, sonolência, depressão, coma, irritabilidade extrema, psicose, demência, amnésia, paralisias e sinais de meningite. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.

É importante destacar que a dengue é uma doença dinâmica, que pode evoluir rapidamente de forma mais branda para uma mais grave. É preciso ficar atento aos sintomas que podem indicar uma apresentação mais séria da doença.

SINAIS DE ALERTA - DENGUE HEMORRÁGICA

1. Dor abdominal intensa e contínua (não cede com medicação usual);
2. Agitação ou letargia;
3. Vômitos persistentes;
4. Pulso rápido e fraco;
5. Hepatomegalia dolorosa;
6. Extremidades frias;
7. Derrames cavitários;
8. Cianose;
9. Sangramentos expontâneos e/ou prova de laço positiva;
10. Lipotimia;
11. Hipotensão arterial;
12. Sudorese profusa;
13. Hipotensão postural;
14. Aumento repentino do hematócrito;
15. Diminuição da diurese;
16. Melhora súbita do quadro febril até o 5 dia;
17. Taquicardia.
Fonte: Dengue - Aspectos Edipemiológico, diagnóstico e tratamento (Ministério da Saúde)

Então gente, pelo amor de Deus, vamos fazer nossa parte:

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