Entidade oferece U$$ 1 milhão para quem criar carne de galinha artificial!!!
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Carne com as etiquetas: “Recém clonada” e “100% orgânica”!
A associação america PETA ( Pessoas pelo Tratamento Ético de Animais, na sigla em inglês) lançou um desafio: desde abril oferece U$$ 1 milhão para quem, até junho 2012, criar artificialmente carne com propriedades nutricionais, sabor e textura semelhantes às da galinha de verdade. Para completar, o produto também terá de ser comercialmente viável.
Dessa forma, PETA busca reduzir o número de animais sacrificados para consumo, que chega a 40 bilhões por ano nos EUA, entre peixes, porcos e gado. Os galináceos foram os escolhidos por serem abatidos cerca de 100 vezes mais que os porcos e 200 vezes mais que os bois em todo o mundo. Pesquisadores em diversos países vêm tentando fazer carne in vitro, ou seja, no laboratório. Porém, até agora, o máximo que se criou, em universidades dos EUA e da Holanda - país que já investiu quase U$$ 5 milhões do desenvolvimento da carne artificialde porco -, foram alguns centímetros deste alimento, a um custo elevadíssimo. Assim, o prêmio que a PETA disponibiliza representa pouco. Mas isso não desanima os pesquisadores ” Além do impacto ambiental da pecuária, o transporte dos animais entre diversos países favorece a proliferação de doenças que podem colocar em risco pessoas no mundo todo”, lê-se no site In Vitro Meat Consortium, aliança internacional de cientistas envolvidos com projetos na área. A previsão é que os primeiros resultados industriais de carne in vitro só deverão aparecer em, no mínimo, dez anos e com investimentos de cerca de U$$ 100 milhões.
O que a carne in vitro pode evitar:
- Difusão de moléstias como salmonela, nos humanos, e mal da vaca louca e gripe aviária entre os animais.
- O elevado consumo de água para produzir carne tradicional. Para cada quilo de carne de boi, consome-se em média 15 mil litros de água. O quilo da carne de frango requer 3,5 mil litros, e o da suína, 6 mil.
- Desmatamento. Como, para pastar, cada boi de corte precisa de cerca de 3,5 hectares e a demanda por carne tende a crescer, as fronteiras pecuárias terão de se expandir, pondo em risco áreas como a Amazônia. O Brasil já tem mais de 200 milhões de cabeças de gado.
- A grande quantidade de grãos consumidas pelos animais de corte. Na Califórnia um grande percentual dos grãos de soja e milho são direcionados à produção de rações para alimentá-los.
Agora é só esperar… o propósito é muito interessante e de um impacto ambiental muito benéfico! Estou aqui me questionando se os vegetarianos passarão a consumir a carne “cultivada”, já que esta não será obtida através de atos de crueldade contra os animais, motivo pelo qual a maioria alega para não consumi-la. Estou na torcida para que esse projeto se concretize, ecologicamente falando, os benefícios são inúmeros.



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