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mai 01
Dia do trabalho… e foi nesse dia que perdemos nosso ídolo que estava trabalhando para dar mais uma alegria, entre tantas, ao povo brasileiro. Parece que foi ontem… lembro-me que o Brasil “parou”, não esqueço aquela corrida, a batida, aquele movimento brusco da cabeça de Senna, a voz embargada, quase chorosa de Galvão Bueno, o Brasil unido na esperança de que o pior não acontecesse … não se falava em outra coisa… mas aí veio a notícia infeliz: havíamos perdido o nosso tão querido campeão. Foi difícil, parecia um pesadelo, algo surreal.
Senna está e sempre estará muito presente na lembrança e no coração do povo brasileiro. Ele nos deu muitas alegrias, as corridas de F-1 não têm a mesma graça desde que ele partiu. É o nosso eterno ídolo… passe o tempo que for nunca será esquecido, até porque ele se faz muito presente. Antes de morrer, em março de 1994, ele chamou a irmã Viviane e disse que queria fazer alguma coisa pelas crianças menos favorecidas do Brasil, mas a conversa com o projeto pronto não se concretizou porque em maio ele faleceu. Viviane mergulhou fundo no sonho do irmão e em julho de 1994 nascia em Londres a Ayrton Senna Foundation. Em novembro do mesmo ano nascia no Brasil o Instituto Ayrton Senna.
Ambas as fundações nasceram sadias: passaram a receber imediatamente 100% dos royalties gerados pelo uso da marca Senna, da imagem Ayrton Senna e do personagem no mundo inteiro, num momento em que o drama do piloto estava em todas as manchetes dos jornais.
Atualmente, o Instituto Ayrton Senna é um pólo de criação de conhecimentos e programas educacionais que exibe números impressionantes: suas ações envolvem, desde sua fundação, 6.545.794 crianças e jovens atendidos, 343.420 educadores capacitados e 8.244 escolas, ONGs e universidades parceiras em 1.328 municípios. Ao todo, numa projeção de 1994 a 2006, o Instituto fez circular R$ 140 milhões.
O Senninha está hoje à frente de uma grande gama de produtos: alimentos, artigos de papelaria e higiene, vestuário, linha de pets, fraldas.. os cercas de 300 itens têm seus royalties integralmente aplicados em projetos educacionais!!! O que o nosso campeão queria foi concretizado!
Nas rodas do tempo na vida de Senna:
1960: Nasce Ayrton no dia 21 de Abril.
1974: O piloto estréia no Kart.
1975: É vice-campeão brasileiro na categoria Júnior.
1977: É campeão sul-americano, vice-campeão paulista, vice-campeão brasileiro e campeão das três Horas de kart.
1980: Conquista o título de campeão brasileiro e vice-campeão mundial de kart.
1981: Estréia na Fórmula Ford 1600 na Inglaterra.
1982: Migra para a Fórmula 2000.
1983: Destaca-se na F-3 e recebe convites da Toleman, da Lotus, da McLaren e da Williams para a F-1.
1984: Corre pela Toleman e conquista o 9º lugar da temporada.
1985: Corre pela Lotus; faz 7 poles, 3 melhores voltas e tem duas corridas.
1986: Fecha o campeonato em 4º lugar.
1988: Começa o ciclo MacLaren e termina o campeonato em 1º lugar.
1990: Conquista o bicampeonato mundial.
1991: É tricampeão mundial pela McLauren.
1994: Transfere-se para Williams.
01/05/94: É vítima de um acidente fatal na 7ª volta do GP de San Marino na curva Tamburello.
No momento em que completava a volta ele pisava fundo para arrancar 307 km/h em sexta marcha, neste momento ele se deu conta que não tinha mais controle sobre sua máquina, virou o volante à esquerda para fazer a curva, mas o carro não obedeceu - a coluna de direção estava quebrada. Já na área de escape pisou violentamente o pé no freio, reduzindo a velocidade de 307 para 216 km/h em 1 segundo e 3 décimos numa tentativa desesperada de evitar o acidente. Mas com a violência da batida a roda dianteira do carro saltou agarrada a um braço da suspensão, uma longa e fina haste de metal que perfurou a viseira do capacete do piloto, abriu um corte na altura do supercílio e afundou o cérebro. Em janeiro de 2003, depois de muitas discussões, Frank Williams, dono da escuderia, Patrick Head, sócio e diretor da Williams, e Adrian Newey, engenheiro-projetista do carro foram declarados inocentes.
No dia 04 de maio de 1994 São Paulo parou para ver a chegada do ídolo, mais de 250 mil pessoas deixaram suas casas e o trabalho para se despedir do tricampeão, vários pilotos vieram prestar suas últimas homenagens. A morte precoce reforçou o mito de tal forma que, hoje, o nome Ayrton Senna batiza mais de 50 logradouros, 4 rodovias, um túnel e 21 avenidas, incluindo uma rua em Portugal.
Saudades, muitas…
Tags: Ayrton Senna, saudade
jan 15
Hoje me deu uma saudade… e resolvi externar esse sentimento aqui…
Já morei em Aracaju e mesmo estando a 10 anos aqui em Salvador meu coração nunca deixou de estar lá, pois fora o fato de adorar muito a cidade, tenho amigos, amores, familiares, ex-amores por lá… Aracaju faz parte da minha vida, tive e tenho uma estória muito bonita relacionada a essa cidade. E é por essas e por outras que ela me faz falta e resolvi falar sobre a mesma.
Aracaju possui 520 mil habitantes e é a capital de Sergipe, sendo este o menor estado brasileiro. Seu nome deriva da expressão indígena “ará acaiú” que em tupi significa cajueiro dos papagaios. Nasceu em 1855 e foi a 1ª cidade planejada do Brasil sendo, na época, capital da Província São Cristóvão. São Cristóvão, 4ª cidade mais antiga do país, foi fundada em 1590 e é atualmente um município sergipado tombado como patrimônio histórico nacional em 1939.
Costumo dizer que existem dois tipos de baianos: os que adoram Aracaju para passear num feriado prolongado e os que a amam tanto que se pudessem morariam nela. Sei que devem existir exceções, mas pelo menos às pessoas que convivo sempre tecem elogios ao “quintal da Bahia” rs… Conheço amigos que venderam seus bens em Salvador e foram morar em Aju, como também conheço outros que nunca fariam isso, porém,  ambos enaltecem a cidade, adoram-na. Eis uma vista noturna da orla da praia de Atalaia cuja extensão são 6 km:

Algumas pessoas reclamam que jamais morariam em Aracaju devido “a falta de opção de lazer”. De fato, não dá para comparar a vida badalada de Salvador, Rio e São Paulo com Aracaju, nem de longe, rs… mas ela tem opções sim, depende do estilo de cada um, os badaleiros de plantão realmente devem sentir essa carência, mas as pessoas que preferem um lugar mais calmo, não tão badalado assim, porém com opções, se satisfazem com os prazeres que a cidade oferece. As festas mais tradicionais desta cidade são Precajú (carnaval fora de época) e o Forrócaju ( o São João é um dos melhores do país e dura quase o mês todo de Junho!)
Para os que ainda não a conhecem, sugiro visitá-la, vale a pena! Aju é bem calma para os padrões de capital… o trânsito é bem light, as ruas no geral limpas e organizadas, possui uma orla linda com lagos artificiais - dizem ser a mais linda do país, como não conheço todas, não posso afirmar; mas das que conheci até agora, realmente é - vários barzinhos, passarela do caranguejo, inúmeras praias: Atalaia, Artistas, Aruana, Sarney, Mosqueiro… Em relação ao mar, eu, particularmente, já não o acho tão bonito assim, já vi inúmeras praias mais bonitas (de praia eu entendo rs)… o mar é meio “barrento”, isso não significa que é sujo, ou seja, simplesmente a água não é tão clara … O turismo está crescendo muito, quer dizer, a cidade como um todo está crescendo… é notória a diferença de Aracaju a poucos anos atrás para o de agora. A cidade possui uma boa infra-estrutura turística, por sinal tem aumentado acentuadamente o número de hotéis, pousadas, restaurantes… Apresento-lhes a mais nova aquisição da cidade: uma ponte com 1800 metros de extensão que liga Aracaju ao município de Barra dos Coqueiros.

Fora a beleza de Aracaju, sinto muita falta, e é o que mais pesa, de pessoas especiais que residem nesta cidade. O que conforta é que Salvador é tão perto que dá sempre para viajar e visitar os entes queridos. Ficar longe da família é muito difícil… com o passar do tempo, querendo ou não, vai-se acostumando com a situação, mas de vez em quando o “bicho pega” e quando pega… tenho que ir correndo “recarregar as baterias” no leito familiar, não há remédio melhor… Para mim família é TUDO e mais um pouco…
Tenho amigos hiper, mega, super especiais em Aju, não preciso citar nomes aqui pq os próprios sabem que os são. Graças ao msn, orkut, telefone mantemos um contato intenso, quase diário, mas a saudade é grande… saudade de ver, tocar, abraçar, de rir junto, chorar tb, enfim… amo-os!!!
Esse é um post saudosista de quem está naqueles dias sensíveis e carentes sabe? rs… Os soteropolitanos que fazem parte do meu dia-a-dia não se sintam ofendidos, (mais uma vez nem um pouco convencida kkk, mas é que eu tenho umas amizades de SSA ciumentaaaas… é fogo, rs)… amo a companhia de vocês, esse contato intenso, diário, amo-os, mas… hoje… bateu “banzo” de Aju…
Irei finalizar esse post com um trecho de uma música muito linda chamada Viver Aracaju do saudoso Ismar Barreto:
(…)
comer muito siri
andar de pé no chão
descer a Laranjeiras
entrar no calçadão
ir para Pirambu
beber lá no Dedé
pegar uns aratu
tirar bicho de pé
voltar pra Aracaju
tomar um murici, então
à noite eu vou lá no Fan’s
tomar chopp com o Pascoal
papo vai papo vem
fofocar não faz mal
(…)
e quando o dia raiar
vou ver a vida nascer
te amo, Aracaju
resolvi te viver!
Tags: Aracaju, saudade
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